Breves considerações acerca de…. Jogatina Online!

Publicado: 07/05/2011 por SteamGruber em Coisas da vida, Games
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Gostaria de começar meu post com um vídeo que me deu o material cerebral bruto que virou um texto.

O mundo gamer parou quando a Sony tirou as tomadas de sua rede online sem dar explicações. As máquinas pararam, as armas de CoD foram postas no armários e os nerds ficaram perdidos…. no escuro… chorando… abraçando seus ursinhos… sozinhos. Dias depois, a gigante japonesa explicou o ocorrido: sua rede online havia sido invadida por Hackers e milhares de contas pessoais (e possivelmente números de cartões de crédito) foram parar nas mãos de pessoas com intenções nem um pouco boas. Desde então, muita coisa aconteceu, ameaças de processos, medo por roubos nos cartões, outra invasão (agora na SOE, divisão de MMORPG), mas para os gamers isso pouco importa, a pergunta que permanece é: quando a PSN volta? Mas para este que aqui vos escreve essa pergunta é irrelevante, a verdadeira pergunta é: ela é realmente necessária?

PS: Como falo desta geração nesta matéria, não farei menção ao console da Nintendo. Obrigado!

PS2: Meu foco é jogatina online nos consoles, nada de pc (mas cito alguns jogos de pc), my post my rules!! ;)

Desde o início desta geração, uma coisa se mostrou vital: a interconectividade entre os jogadores através das redes online. Quando o Xbox 360 apareceu em 2006, a Microsoft injetou uma boa dose de ADAM (se não entendeu a referencia, vá estudar) na LIVE, que já existia na época do Xbox, mas que ninguém nunca tinha dado a mínima. Era um conceito antigo, mas com uma
boa dose de replanejamento e logo começou mostrar a que veio: grandes números de jogares em partidas online, vendas de besteiras para avatares e por ai vai. Quando o PS3 entrou na briga, já era uma necessidade ter uma rede online, então foi criada a PSN, que se mostrou incrivelmente parecida com a LIVE e tão eficaz quanto. Desde então redes online cresceram, conteúdos vendidos online ficaram mais populares  (Oh My Pocket!!!), quebras de recorde foram feitas (milhões de CoD maníacos que o diga) e podemos dizer que o planejamento na criação de games também mudou, hoje em dia, algumas vezes dá-se mais importância para um modo multiplayer do que o modo story ( Assassins Creed: Brotherhood ou SOCOM 4 que o digam) ou mais conhecido, modo single player.

Vamos terminar isso logo, quero matar noobs!!!

Voltando à queda da PSN, com este acontecimento ficou fácil de constatar uma faceta curiosa desta geração: a necessidade de estar online. Mas isso é algo bom?

. . .

Claro que não! Modos online deveriam continuar sendo algo EXTRA, um bônus engraçaralho para depois de terminar o jogo, isso após sólidas 20-25 horas de single player no MÍNIMO. Jogos feitos sobre modos online são jogos mais fracos e, assim sendo, descartáveis. Podem me chamar de nazista quanto à isso, mas é um fato. Somente um jogo que vale a pena excluir desta lista é Counter-Strike, este sendo um jogo do inicio dos anos 2000 que ainda é muito jogado, mas que nasceu a partir de um jogo existente (Half-Life) não sendo originalmente assim, ou seja, um acaso.

Outro fator que tem me irritado muito ultimamente é o modo CO-OP, pois nem no modo estória nos deixam em paz. E não existe coisa mais irritante do que jogos criados para possibilitar um modo CO-OP. A pior parte é que isso afeta a experiência solitária, afinal, recebemos de presente um NPC BURRO que rouba munição, atira quando tentamos ser stealth e atrapalha
qualquer estratégia. Sem falar no fator ambiente: Resident Evil 5 teve esse fator aniquilado, pois deixou de ser um jogo de survival-horror, virando um genérico “GEARS LOOK-A-LIKE” (bom para os fãs de RE4, que ficaram felizes em ver que mesmo com braços do tamanho de coxas, Chris não é um Leon :D).

Vivemos em um tempo onde o modo Multiplayer virou principal fator de avaliação na qualidade do jogo. Já perdi a conta de vezes em que durante um review o avaliador falava: “Com um modo Multiplayer inconsistente o jogo se mostra bom, mas não ótimo”. Volto a dizer, multiplayer deveria ser EXTRA não fator fundamental, pois se fosse assim, Ocarina of Time não seria o melhor jogo de todos os tempos. Sinto saudades do tempo em que o modo multiplayer servia para festas ou afins, quando tínhamos um grande número de amigos em casa e queríamos rir um pouco, sinto saudade de um tempo onde um jogo poderia nem considerar um modo online e não ser rechaçado por isso.

Reuniões como essa.....só que sem atores bonitos.

Muitos vão reclamar que o online é o futuro, integração “Yay!” e coisas assim. Muitos vão citar Portal 2, Team Fortress, Left 4Dead ,Call of Duty, MAG (ok, desse ninguém vai reclamar, ninguém conhece), Halo (nem Bot tem nessa porcaria), Gears, Assassins Creed: Brotherhood e por ai vai. Muitos vão falar que foi uma grande “falta de sacanagem” eu não falar do Wii e seu sempre crescente Wiiware. Muitos vão falar que estou errado e que deveria voltar para meu nintendinho e ficar quieto. Para todos esses (menos para os fãs de wii, esses eu ignoro) eu apenas digo, desde pimpolho meu objetivo com o videogame era o escapismo de coisas mundanas e suburbanas como “relações interpessoais“, se eu quisesse voltar a esse sistema, desligava meu game e ia viver um pouco (depois voltava com meus amigos para uma tarde de Mortal Kombat e Pizza). Transformar os games em uma nova rede-social é um conceito que EU realmente não compro e vou continuar ignorando. Por isso eu apenas rio quando acontecem situações como essa e os jogadores de hoje em dia tem que se contentar somente com o puro e simples jogo solitário. Divirtam-se !!!

Agora é uma questão de ordem!!!

SteamGruber – “Just let the good times roll”

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comentários
  1. Telperion disse:

    A questão é que devido ao foco que jogos voltados para online e multiplayer possuem (interatividade), eles não precisam ser “fortes” (seja lah o que isso queria dizer pra você…), logo o que acontece é que há um novo tipo de público alvo, que valoriza essas características e têm recebido mais atenção. O que se deve questionar é esse abandono ou descaso com o modo single player. Mas ficar rechaçando multiplayer não vai te levar a lugar algum também, afinal assim como você ri da psn estar fora do ar, todos os outros vão rir de você não só quando ela voltar, mas também quando os jogos mais recentes que em grande maioria são voltados para eles forem lançados. O multiplayer deveria ter tanto valor na avaliação da qualidade de um jogo quanto o single player, desde que se busque uma avaliação geral do jogo. Se a avaliação já é voltada para algum tipo de público mais específico ou sem prezar pela imparcialidade então os critérios também serão diferentes… Just my opinion though.

    • SteamGruber disse:

      Primeira coisa: Multiplayer nunca deveria ser um critério na avaliação, afinal de contas nunca vai deixar de ser um EXTRA. Ao meu ver, a avaliação de um game deveria abranger os quesitos basicos: jogabilidade, grafico, som, história e Replay. Multiplayer entra no fator replay, mas esse fator tambem engloba a vontade de jogar o modo história novamente, procurar segredos, achievements, etc, etc.
      Segundo: Não sou contra a volta da PSN (eu mesmo estou ansioso com sua volta, quero continuar baixando DLCs e jogos Indies) sou contra essa obsessão só por jogar online (veja o video, neguin nem abre o jogo….credo), não estou rindo da queda dela, logo não quero que riam de mim por isso. =D
      Terceiro: Esse publico alvo representa essa nova geração de gamers que não jogou as gerações antigas e aprendeu a apreciar uma boa história sobre gráficos ou coisas à mais (multiplayer, motion controllers, etc). Antigamente era preciso uma boa história para prender seu jogador, afinal as máquinas de antes não tinham essa mesma capacidade para desviar a atenção dos jogadores com outras perfumarias.
      Quarto: Até é interessante essa ideia do NOVO público alvo, mas as companhias devem entender que para isso não podem esquecer os antigos jogadores. Veja a na nintendo, deu tanto ênfase no seu motion controller, deixou os jogadores mais antigos de lado e agora esta colhendo isso.
      Agradeço muito seu comentário, acredito que é o tipo de assunto à ser discutido.
      ^^

  2. rafthehay disse:

    Acho que nessa estou meio com o Telperion. Jogo videogame desde os 4 anos, geralmente opto pelo single-player, pois não tenho paciência e “compromisso” com comunidades online, mas acho que considerar modos multiplayer como um extra em todos os casos é fechar-se mesmo para as tendência de convergência de comunicação e tecnologia.

    É meio batido, é “geração Yay!”, mas é um fenômeno inegável que movimenta grandes somas de dinheiro, atrai consumidores e empresas que jamais entrariam em certos mercados, e acima de tudo torna a indústria de videogames um gigante da comunicação de modo sem precedentes, pois dá às pessoas um verdadeiro senso de comunidade que eu particularmente jamais teria imaginado há 10 anos.

    Não sou saudosista, adoro meus jogos de Mega Drive, jogo Sonic 2 no emulador até hoje, e sinceramente não espero que se faça mais jogos como antigamente, assim como não espero dirigir carros quadradinhos ou comer Kinder ovo a 1 real. O jogo single player sempre vai ter espaço, mas é inegável que ele terá que ser menor que o multiplayer no longo prazo, pois cada vez menos as pessoas terão tempo para se dedicar a uma experiência sensorial longa como uma história de 70 horas de grande profundidade, pois terão que atualizar seus perfis no Facebook, comunicar-se com os outros por Twitters ou Skypes ou whatever e tantas outras atividades.

    Por fim, reviews e opiniões de comunidade sobre minhas opiniões como jogador são descartáveis. Jogo jogos de corrida no single player, abro um trackmania de vez em nunca pra correr online, e vendo a PSN offline entendo quem sequer abre o jogo pra testar antes: a indústria de videogames tem, e sempre terá, espaço para todos os públicos.

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