Análise: Rocket Knight

Publicado: 19/05/2010 por rafthehay em Análises, Games
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Você se lembra de Sparskter, o herói de Rocket Knight Adventures que deu as caras em um dos meus artigos “Os Semiclássicos”? Pois é, o cavaleiro foguete voltou do exílio, dessa vez numa aventura baixável para PC, Wii, Xbox e PS3. Trata-se de Rocket Knight, uma autêntica continuação do excelente jogo dos anos 90.

Ontem o jogo foi lançado na PSN americana, e eu não perdi tempo em baixá-lo e jogá-lo por algumas horas a fio. Tive o prazer de acompanhar o desenvolvimento do jogo pelo blog da Climax no Facebook, então eu já sabia por alto quais eram as ideias e conceitos por trás desse revival. Desnecessário dizer que isso me deixou com expectativas um tanto altas sobre o jogo. Elas foram atendidas?

Sparkster decolando!

Sim, o resultado saiu melhor do que o esperado. De começo, fiquei com um pé atrás ao saber que quem estava desenvolvendo o jogo era o estúdio Climax. Nada contra, afinal os caras estiveram por trás de Silent Hill: Shattered Memories, mas trata-se de um estúdio ocidental lidando com um personagem oriental. Entretanto, ao invés de tentar seguir um estilo pseudo-japonês, a Climax colocou um estilo todo próprio e deu vida nova ao mundo de Sparkster. Ao invés de desenhos estilo mangá, usaram puro cartoon altamente estilizado, cores limpas, e de modo geral um visual agradável e bem humorado.

Todo esse clima positivo só ajuda a realçar o maior ponto positivo do jogo: a excelente jogabilidade. Como falei nos Semiclássicos, em Rocket Knight você controla um cavaleiro que tem um foguete nas costas e uma espada. Utilizando-se de comandos simples, é possível voar, ricochetear, atirar e descer a porrada em hordas de inimigos que se distribuem em fases geometricamente planejadas. Em outros momentos, você controlará Sparkster em fases de voo semelhantes aos antigos joguinhos de nave. E assim como esses jogos, com o passar das etapas a coisa vai ficando difícil!

Zepelins, bombas e explosões de plasma. Falta nada!

Outros elementos interessantes de jogabilidade incluem elementos do cenário em que o herói pode se dependurar, novos movimentos facilmente executáveis que abrem caminhos secretos, e alguns puzzles aqui e ali pra balancear o ritmo da aventura.  Além disso, as hitboxes são muito bem construídas, o que num jogo que requer bastante agilidades nos comandos e golpes rápidos é algo positivo.

Por não ter abismos de Sonic ou espinhos de Megaman, o jogo incentiva o jogador a andar pela fase num ritmo frenético, criando seu próprio caminho. A progressão de dificuldade se resume a aprender a usar as habilidades no momento certo, então não há frustração em começar o jogo sem nenhuma habilidade para só depois virar um herói popeiro. Isso torna Rocket Knight muito semelhante ao primeiro jogo da série, mas ao contrário do que a SEGA parece estar fazendo com Sonic 4, em Rocket Knight a sensação não é de remake, e sim de uma autêntica continuação.

Claro que, fazendo jus a série, o jogo traz alguns elementos que não poderiam ficar de fora. O mais legal, até agora, é o fato do modo de jogo principal ser o “Arcade Mode”. Nesse modo, não tem aquelas baboseiras de save ou password, você começa com suas vidas e continues, e chega ao final se for capaz. Se não der, tente do começo! Pode parecer frustrante, mas ao jogar de novo, as fases parecerão ainda melhores uma vez que você terá melhorado um pouco.

Outro elemento que volta são as lutas contra os chefes. Infelizmente Rocket Knight não traz a profusão de chefes do primeiro jogo, ponto negativo, mas os que tem são muito bem feitos, especialmente quando se trata dos embates contra o cavaleiro Axel Gear, rival de Sparkster.

Falando em pontos negativos, a parte gráfica do jogo pode deixar alguns divididos ou afastá-los do jogo. São gráficos simples, sem grandes efeitos especiais ou texturas com resolução imensa. Eu particularmente gostei, deixou o mundo de Rocket Knight bem cartoon sem necessariamente parecer infantil, e casou muito bem com a arte dos personagens. Entretanto, sei que jogadores que tem ojeriza a desenhos animados (GUSTAVO) podem virar a cara ao ver um gambá de armadura azul voando por vilas campestres, fábricas e montanhas geladas.

O novo design do cavaleiro foguete.

Falando como gamer e não como fã da série (até porque se fosse fã eu gostaria das continuações lançadas pra SNES e Mega, que acho atrozes), eu recomendo Rocket Knight para quem quer uma diversão descompromissada. É um jogo fácil de pegar e jogar, mas ao mesmo tempo possui profundidade o bastante para ser jogado várias vezes. Foi até pensando nisso que a Climax implementou um sistema de rankings de escore e tempo para cada fase, que pode ser consultado on-the-fly durante a partida.

Acabei não falando da história do jogo, mas isso é a ultima coisa que você vai prestar atenção. Nas telas de loading aparece um texto de duas linhas falando qual é a da fase que você vai jogar. Simples e rápido como um bom jogo de plataforma deve ser. E como Rocket Knight é.

Pontos positivos:
– Jogabilidade primorosa
– Atmosfera envolvente e divertida, com muita arte original
– Equilíbrio de dificuldade e alto fator replay

Pontos negativos:
– Estilo “cartoon” pode afastar jogadores hardcore
– Dublagem meio duvidosa (Calma, não tem diálogos!)
– Poucas lutas com chefes (Um dos destaques do antecessor)

Conclusão:
– Diversão e  aventura para os gamers, lição valiosa para desenvolvedores de jogos de plataforma.

(Créditos das imagens: Divulgação do blog Rocket Knight e do blog Konami no Facebook)

Rafthehay,
Achou o máximo ver que o usaram o tema clássico pra primeira fase.

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comentários
  1. Gustavo disse:

    Wow, eu pensei que eles não iam conseguir entregar o que o pessoal esperava do jogo!

    Vendo agora, o Sparkster tem algumas semelhanças com o Iron Man XD

  2. thisisbhering disse:

    Oo Ele era um gambá?
    Curti o sistema de avaliação

  3. Herick disse:

    Não gostei do jogo, muito ruim, só uma pessoa muito palha poderia gostar mesmo.

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