Os Semiclássicos: Flashback – The Quest for Identity

Publicado: 18/05/2010 por rafthehay em Games, Semiclássicos
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O perigo está por toda parte!

Eu não gosto de filmes franceses. Muito menos de música francesa. Mas tem coisas vindas do país do fromage que valem muito a pena: um bom vinho, um Citroën SM e, acima de tudo, Flashback, da Delphine.

Esse jogo de 1992 é uma obra de arte. Ele faz com Prince of Persia o que um chef francês faz com os ingredientes certos. Uma história futurista detalhada, animações com rotoscopia altamente elaboradas, e uma jogabilidade que mescla inteligência, precisão e, em algumas horas, reflexos de super-herói.

Em Flashback, você controla um cara que perdeu a memória após fugir de um ataque. Caído numa floresta, tudo o que lhe resta é uma jaqueta e… um cubo?

Elevadores e neandertais na floresta. Porque nunca pensei nisso antes?

Esse cubo (ou holocubo, melhor dizendo) traz uma gravação sua dizendo o que deve fazer: ir para a cidade grande. Após enfrentar perigos na floresta e chegar à cidade, você vai se dar conta de que não está na Terra, e sim num outro planeta que está sendo colonizado por humanos.

Após recuperar a memória, seu personagem irá enfrentar conspirações, participar de um game show mortal, matar, e até mesmo pegar transporte público numa missão que envolve aliens, uma invasão à Terra e, em último caso, um atentado terrorista no planeta desses asquerosos vilões.

Essa capa diz tudo. Aliás, diz mais do que o próprio jogo!

O sistema de controle de Flashback lembra muito o de Prince of Persia. Assim como Prince, é possível se pendurar em penhascos, dar pulos longos, e até mesmo rolar para desviar de ataques dos capangas do mal. O diferencial está na presença de armas, projéteis, e tantos outros itens à disposição do herói. Além disso, o Prince da época mal tiha roupas, não tinha dinheiro e muito menos uma rede de relacionamentos que envolvia hackers e aliens disfarçados.

Na parte audiovisual, o jogo é um show. Lançado inicialmente para Amiga e PC, foram feitos ports para o Mega Drive e para o SNES. Em todas as versões, os gráficos são extremamente detalhados e capturam muito bem a atmosfera de cada ambiente. Os cenários urbanos parecem poluídos e insalubres, as florestas são verdejantes, e o planeta alien causa calafrios no jogador. Já no áudio, efeitos sonoros dominam a paisagem, e as músicas aparecem apenas em momentos chave, às vezes como símbolo de alívio, mas na maior parte das vezes como sinal de perigo iminente!

O herói do jogo andando por São Paulo.

Flashback é uma aventura que deixa o jogador tenso a todo momento. Nunca se sabe quando se está num lugar perigoso, e em qualquer tela pode surgir alguém querendo arrancar o seu couro. Felizmente, a excelente jogabilidade do jogo permite que você interaja com o mundo da melhor forma possível e, integrados aos CGs (sim, CGs!) que contam a história, Flashback vira um verdadeiro filme de ficção científica que vai lhe grudar na frente do… emulador?

Foi lançada uma sequência, Fade to Black, mas não fez tanto sucesso, tanto é que o jogo seguinte, Flashback Legends, foi cancelado. Caso queria mais experiências semelhantes ao excelente jogo francês, confira “Out of this World”, do mesmo produtor, ou a fantástica série “Oddworld”.

Rafthehay
Sonha com um transporte público como o de Flashback!

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comentários
  1. Gustavo disse:

    Nossa, as animações desse jogo têm uma fluidez fenomenal! Eu também lembro dos cgs, muito legais.

    Heavy Rain é outro excelente jogo francês XD

  2. thisisbhering disse:

    Ubisoft alguém?

    Whoa rafa otimo review, me convenceu a baixar um jogo de mega drive.
    Btw ao baixar minha copia (legal) de Portal, vi que lançaram uma nova versão de rocket knight. Planos para o final de semana?

  3. Gustavo disse:

    Eu odeio os jogos da Ubisoft, apesar da maioria receber reviews positivos. Eu até gosto de Splinter Cell, mas ele foi feito na Ubisoft de Montreal, então não conta como jogo francês XD

  4. Estêvão disse:

    Yeah, Splinter Cell foi bom até o segundo ou terceiro. Não sei como o novo está vendendo tão bem. E não vamos nem falar da história “a morte da sua filha não foi um acidente”

    A lista de jogos, “não exatamente ruins, apenas não gostei deles” é mesmo um tanto extensa, mas eles fizeram a recente trilogia Pirnce of Persia e Beyond Good and Evil. Então acho q compensa a penca de jogos ruins do Tom Clancy.

  5. Rebeca disse:

    Como eu não sabia deste jogo???????????? =O

    Nossa, como boa amante de anything sci-fi que sou, tenho que baixá-lo!!! *_*

    Meninosss, faz um tempinho que não paro aqui pra ler o blog direto e comentar, só passo e dou umas olhadas (mas sempre visito)… Aliás, dá até pra reparar que ando postando um pouco menos no GoW. Que agonia não conseguir acompanhar as coisas direito por falta de tempo! T_T

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