Os Semiclássicos: Rocket Knight Adventures

Publicado: 16/03/2010 por rafthehay em Games, Semiclássicos
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Sim, Sparkster é um herói que não fica bancando o fodão!

Demorou um pouco, mas aqui está o segundo dos Semiclássicos, apresentado pelo seu blogueiro ocupado (paradoxo) Rafthehay! Hoje vamos tratar de um jogo que tem praticamente tudo que um jogo precisa ter de bom: Vista lateral, muitos elementos na tela, personagens carismáticos, trilha sonora marcante, é para Mega Drive e tem aquela sensação de estar no limite que te deixa na beira da cadeira durante o jogo. Trata-se de Rocket Knight Adventures!

Criado pela Konami nos idos de 1993, o jogo seguiu a onda de desenvolvedores que viram que Sonic era muito legal. Dentre esses outros games, com certeza você já deve ter ouvido falar de nomes como Bubsy, Ristar, Aero the Acrobat e mais “recentemente” Crash Bandicoot. E porque Rocket Knight é tão diferente deles? Porque é BOM.

Não há dúvidas de que Sparkster (o herói de RKA) é um herói carismático, mas o jogo em si entrega muita qualidade. Fases muito bem projetadas, um esquema de controle sólido e intuitivo, que permite realizar movimentos heróicos, dificuldade na medida certa, e um acabamento que se vê em cada detalhe gráfico e efeito sonoro. Quem me conhece sabe que sou fã dos jogos de Sonic, mas dou o braço a torcer nesse caso, e afirmo: Rocket Knight Adventures é em muitos pontos melhor que Sonic (e olha que não estou falando das versões mais recentes em que Sonic é um cavaleiro medieval ou namorado de princesa humana).

A arquitetura suína steampunk é um dos destaques

A premissa do jogo é simples. Sparkster, o cavaleiro foguete, é um gambá equipado com uma espada, armadura azul e um foguete nas costas que lhe permite voar e desferir golpes em alta velocidade (sim, o “dash”). Ao longo das fases, você o guiará numa missão de resgatar a princesa do reino de um vilão, um imperador porco que tem um grande gosto por indústrias. Como se não bastasse, ele é ajudado por um gambá que será seu rival até um emocionante confronto no espaço, o badass Axel Gear.

As fases são na maior parte das vezes ligadas por curtas cutscenes, que dão um mínimo de sentido pra coisas como você estar num castelo e na hora seguinte estar lutando contra um trem malvado nas montanhas, antes de seguir para uma montanha gelada que é também um vulcão ativo. Mais à frente no jogo, Sparkster invade a cidade dos porcos, um lugar cinzento e esfumaçado com um ar steampunk muito bem retratado. Mas não vou contar muito mais porque vale muito a pena jogar e ver tudo o que acontece.

Como já disse, os controles são muito eficientes. Com apenas o botão de pulo e o botão de ataque (que também controla o foguete), é possível executar uma infinidade de movimentos, como ricochetear em paredes e fazer um “spindash” que o mantém seguro de alguns ataques inimigos. Some à isso as habilidades de nado e de se dependurar em coisas que você tem um jogo que funciona muito bem. Nada de mortes bestas ou frustações por não conseguir chegar naquela plataforma. Quanto mais você joga, melhor fica o jogo.

Calma, não são espinhos insta-kill de Megaman!

Trilha sonora e gráficos são um capítulo à parte, e me deixam perguntando porque as sequências (nomeadas apenas “Sparkster”) são tão podremente toscas. Mas disso falo depois. Os destaques do jogo ficam por conta do tema de luta contra o chefe de cada fase, uma música tensa e agitada que torna as lutas muito melhores. Em termos gráficos, a cidade dos porcos é fenomenal. Ah é, o jogo tem aqueles slowdowns típicos quando se tem muitos elementos na tela, como explosões épicas. Certamente um recurso estilístico, que em momento algum atrapalha a ação.

Infelizmente, ao contrário de Sunset Riders, RKA não tem mexicanos. Mas ele compensa isso com um personagem muito carismático e uma jogabilidade sem igual no gênero. Até agora, só encontrei tamanha qualidade em Sonic 3, Mario (claro) e Ratchet & Clank. E olha que meu currículo de jogos de plataforma é extenso! O jogo vale a pena ser jogado, sem sombra de dúvida.

Só tome cuidado para não jogar as sequências. São jogos muito ruins, mal acabados e que chegam ao ponto de simplesmente dar outra cara pro Sparkster, tirando parte do carisma dele. Em compensação, esse ano será lançado na PSN, na loja do Wii, XBox Live e Steam uma sequência, até agora nomeada apenas “Rocket Knight”. Vai ter gráficos bacanas (3D), plataformas, uma história épica e mais lutas contra Axel Gear. Talvez eu faça uma análise aqui, se o jogo for lançado antes de GT5 (O que não é difícil).

Rafthehay
Zerou o jogo 3 vezes em 3 dias.

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comentários
  1. Rebeca disse:

    …o jogo seguiu a onda de desenvolvedores que viram que Sonic era muito legal

    Indeed. hehehe

    Rocket Knight era divertido. \o/

  2. Gustavo disse:

    Que massa! O porco do apocalipse sempre bem empregado XD

    Se tem dash é porque o jogo é bom, assim como Megaman X! (e que raiva dos espinhos de megaman >_>)

  3. thisisbhering disse:

    Não sei de onde você desenterra esses jogos Rafa, mas fico imaginando que não aproveitei bem meu Megadrive. bem sempre terei Quackshot…

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