Análise: She – Chiptek

Publicado: 10/02/2010 por rafthehay em Análises
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Chiptek

Música boa, de graça, perfeita para ouvir na cidade ou no carro, e única. O preço a se pagar? Bem, ouvir Chiptek pode atrair muitos olhares acusadores. Se você não teme ser chamado de nerd por ouvir chiptune, conheça She!

Descrito pelo próprio músico (Sim, “she” é um polonês) como “chiptune elecronica”, o álbum Chiptek essencialmente traz música techno misturada com sons de videogames (sidchips, sintetizadores, e etc.). São 6 faixas de curta duração com uma boa variedade de sonoridades, mas de modo geral com batidas um tanto “upbeat”, um som refinado e uma boa variedade nas composições. O destaque fica nas melodias (perfeitas para ringtones) e nos arranjos de bateria, de ritmo cativante.

A faixa inicial dá uma boa amostra da sonoridade do artista. “Music” é refrescante, um som convidativo que, como já foi descrito por alguns fãs do artista, lembram muito a experiência de andar por uma cidade como Hong Kong à noite. De fato, fechar os olhos quase lhe transporta para outro ambiente. Esse é um dos maiores feitos de She.

“Supersonic”, “Chiptek” e “Kicks” são também excelentes faixas. A primeira tem uma melodia única, e as outras duas apostam em batidas fortes, um som pesado para esse tipo de música, causado principalmente pelas batidas invertidas (ou qualquer que seja o nome do efeito).

Os highlights do CD estão nas viradas e refrões de “Music” e “Supersonic” e na introdução de “Chiptek”. “1997”, a faixa de fechamento, é um suave instrumental, uma música que apesar de agradável é bem capaz de você nem perceber que passou. Já “Intro” e “Intermission” são apenas faixas de ligação, mas que valem a pena pelos curtos samples bem trabalhados.

Como pontos negativos, dois importantes: Primeiro, “Chiptek” é um álbum para se ouvir alto. Assim como outros CDs de eletrônica, esse tipo de música num som baixo faz parecer que você está ouvindo apenas chiados. O segundo, bem, é um álbum curtíssimo. Ouvi-lo duas vezes seguidas lhe fará perceber como o artista recicla sons em alguns momentos. Não chega a ser ruim, uma vez que são excelentes samples!

Para sanar isso, “She” (que hoje em dia possui um contrato com uma gravadora japa e faz CDs pagos agora) disponibiliza os álbuns do começo de sua carreira em seu site (http://www.shemusic.org/). Não hesite em baixar “Pioneer” (um álbum do nível de “Chiptek”, altamente recomendável!) e “Songbird”. Os outros são bem de música ambiente, pode ser legal caso goste. Ah, o site vale uma visita também pela excelente arte!

Rafthehay,

Não entende a fixação que o mundo tem pelo Japão.

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comentários
  1. Gustavo disse:

    Parabéns, muito boa a análise!
    Eu acabei de ouvir “Music” e gostei muito, acho que nunca teria ouvido se não fosse esse texto. XD Mas de fato, essa música me lembra o Japão, acho que é por ser eletrônica e upbeat.

  2. thisisbhering disse:

    A’ight. Você me convenceu a experimenter.
    Só esperar Clerks 1 e 2 acabarem de baixar chegar pelo correio que eu baixo.

  3. Rebeca disse:

    Amo techno misturado com “sons de videogame”! Não conhecia esse, vou procurar pra ouvir!!! =D

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